Em outubro de 2014, durante a Conferência Nacional dos Advogados do Brasil, foi realizado o primeiro Painel sobre a Mulher Advogada.

Começava ali um movimento de coleta de assinaturas por todo o Brasil em defesa da cota de 30% de vagas nas eleições do sistema OAB reservada às mulheres advogadas.

Em novembro de 2014, o Conselho Federal da OAB aprovou, por unanimidade, que nas eleições para o Sistema OAB o registro de chapa deverá ter no mínimo 30% de participação de advogadas.

Alguns meses depois, em 11 de abril de 2015, foi lançado em Roraima o Movimento Mais Mulheres na OAB, que nasceu durante um almoço por adesão, com a participação de aproximadamente 100 advogadas.

No mesmo ano, no dia 21 de maio, em Macéio/AL, durante a 1ª Conferência Nacional da Mulher Advogada, o MMMOAB foi lançado nacionalmente, com a adesão de várias seccionais de todo o país.

“Nós queremos somar, mostrar que as mulheres merecem ocupar o que lhe é de direito e justo”, explica uma das idealizadoras e líder do MMMOAB, Florany Mota.

Ela diz que a construção compartilhada dos sonhos de fortalecimento da OAB, com a participação do Movimento Mais Mulheres na OAB se origina com as dificuldades comuns a todo movimento vitorioso, com mobilização e participação espontânea.

Idealizadoras e apoiador

O Movimento Mais Mulheres na OAB nasceu em abril de 2015, num primeiro almoço por adesão organizado pelas advogadas Florany Mota, Maise França e Michelle Rizzo. A primeira expressão de apoio e incentivo ao MMMOAB, por parte do Conselho Federal da OAB, foi do então Diretor Tesoureiro Antonio Oneildo Ferreira, que considera o Movimento nascido em Roraima como a base da I Conferência Nacional da Mulher Advogada.

Reconhecimento ao MMOAB

Fernanda Marinela, na época presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada (CNMA), é considerada a madrinha do MMOAB, pelo estímulo e o apoio incondicional.

“Dia 11 de abril é uma data de comemoração do Movimento Mais Mulheres na OAB pelo grande avanço que tem promovido para garantir a participação da mulher advogada no sistema OAB. Quando a ideia surgiu em Roraima abraçamos e a lançamos na CNMA. De lá pra cá muitas mulheres estão participando do sistema e ocupando cargos importantes. A advocacia feminina hoje faz toda a diferença em todas as seccionais do Brasil, graças as mulheres de Roraima”.

Jornalista e advogada iniciante, Hanna Gonçalves diz que é motivo de orgulho ser integrante do Movimento Mais Mulheres na OAB. “Algo que nasce em Roraima e quatro anos já se expandiu para o Brasil inteiro fortalecendo a participação da Advocacia feminina em todo o sistema OAB”, destaca. “Tivemos muitas conquistas em relação a nossa pauta mas precisamos avançar muito mais”, finaliza.

Betânia Almeida, advogada e deputada Estadual em Roraima, foi uma das primeiras participantes do Movimento. Recém empossada na atividade parlamentar, Betânia continua participando das pautas do MMMOAB, a quem credita parte da sua eleição para deputada estadual. “Continuo ativamente participando das atividades, inclusive com a ideia de propormos também um Movimento Mais Mulheres na Política”, comentou a parlamentar.

Daniela Teixeira, conselheira Federal da OAB e presidente nacional da Comissão da Jovem Advocacia, ao comentar a importância do MMMOAB, faz questão de destacar que o painel de dirigentes do Sistema OAB não tem a participação das mulheres. “É como se nós não  existíssemos”, se espanta.

“Quando cheguei ao Conselho Federal da OAB, há 10 anos, eram cinco conselheiras titulares, hoje somos 19 titulares. Devemos isso ao MMOAB, mesmo que em alguns momentos nós tenhamos sido incompreendidas e até mesmo atacada”.

Ela destaca o papel importante de uma das “nossas líderes”, a advogada Florany Mota, “uma mulher de garra que levou a nossa voz de mulher advogada para dentro do sistema OAB”. Acredita que o painel de dirigentes do Sistema OAB, em breve, terá metade do espaço ocupado por advogadas. “Somos metade da OAB, precisamos continuar participando do MMMOAB, porque ainda falta para ser conquista, precisamos do outro lado da parede para colocar as mulheres ondem elas devem estar”.

Na época de criação do MMOAB, a atual vice-presidente da CNMA, Alice Biachini acompanhou de perto a criação do movimento em Roraima.

“Este movimento especial, que comemora 4 anos do MMOAB de criação, é uma contribuição inestimável a advocacia brasileira. Sou testemunho do momento em que essas entusiasmadas advogadas se reuni para conversar sobre a participação da mulher advogada na gestão do sistema OAB. Desejo que continue, pois é um movimento muito importante que trouxe muitas transformações”.

A advogada e professor universitária da UFBA Daniele Borges, atualmente presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada (CNMA), relembra que quando foi criado o MMOAB, em 2014, “eram menos de 10% de conselheiras federais na OAB. Hoje mais de20 dos assentos titulares do CFOAB são ocupados por mulheres, graças ao trabalho do MMMOAB. Aproveito e parabenizo o movimento, a advocacia e as mulheres advogadas de Roraima”.