Arnaldo de Araújo Guimarães foi vice-presidente da Associação Gaúcha dos Advogados  Trabalhistas (1986/1987), conciliador do 3º Juizado de Pequenas causas de POA/RS (1988), entre os anos de 1990 e 1991, no mesmo Juizado atuou ainda como membro do Conselho de Supervisão, junto ao TJ-RS; no 4º Juizado Especial de Pequenas Causas de  Porto Alegre/RS, como Juiz Leigo (1991), trabalhou no Foro Regional Sarandi, ainda desempenhou o papel de representante da  OAB/RS (1993 a 1997) e membro do Juizado Especial de    Pequenas Causas (1995 a 1997).

Na OAB/RS elegeu-se conselheiro Titular (1998 a 2000) e foi designado coordenador Geral dos Foros da Capital/RS, de 1998 até 2000.

Eleito presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da OAB/RS, no período 2007-2009, encerrou a sua primeira gestão com a inauguração da sede própria da CAARS, a reforma, ampliação e restauração da Sede Campestre da CAARS e a criação do primeiro Coral da OAB. No mesmo período foi escolhido coordenador Regional da CONCAD na região Sul.

Reeleito para presidente da CAARS, no período  2010-2012, na mesma época atuou como Coordenador Nacional das Caixas de Assistências dos Advogados (CONCAD). Ao final da gestão coordenou a pesquisa da história das  CAAs que foram registradas no livro Memórias das  Caixas de Assistência dos Advogados.

O espaço “CAARR: Entrevista da Semana” é dedicado a manifestação de opiniões e contribuições sobre a Caixa de Assistência dos Advogados de Roraima e do Brasil.

CAARR – Durante a sua gestão qual era a realidade da CONCAD?

Vivíamos um momento novo, com a criação do Fundo de Integração e Desenvolvimento Assistencial dos Advogados (FIDA). Foi uma resposta, as necessidades inerentes das Caixas. O Fundo criado foi tão positivo que passou a servir também, as Seccionais.

CAARR – Como era composta a diretoria nacional (se possível, nomes) e as coordenações regionais?

Arnaldo de Araujo Guimarães – Pres. da CAARS e Coordenador Nacional, Coordenador da Região Sul.

Augusto de Oliveira Galvão Sobrinho – Pres. da CAAAL e Secretário, bem como, Coordenador da Região Nordeste.

Fábio Romeu Canton Filho – Pres. da CAASP e Tesoureiro, bem como, Coordenador da Região Sudeste

Jaime José dos Santos – Pres. da CASAG – Coordenador da Região Centro-Oeste

Edilson Baptista de Oliveira Dantas – Pres. da CAA/PA – Coordenador da Região Norte.

CAARR – Quais as principais ações que destacaria da sua gestão?Iniciamos o Projeto, nenhuma Caixa sem sede. Resgatamos a história das Caixas de todas as Seccionais, inclusive com a publicação de um Livro. Acentuamos a busca pela qualidade de vida e da saúde do inscrito na Ordem. E, também, criamos a Medalha Maurício Montanha.

CAARR – Como era a relação da CONCAD com as CAAs?

A Concad é a soma de todas as Caixas, logo sua UNIÃO fez a voz da CONCAD ficar forte e ouvida.

CAARR – Durante a sua gestão como o senhor avalia a participação da advocacia no dia a dia das Caixas de Assistências?

Tentamos o tempo todo fazer com que as Caixas, dessem o suporte necessário à saúde, lazer e o bem estar do advogado, além de inúmeras vezes termos dado suporte às seccionais, tudo para melhorar a advocacia dos inscritos.

 

CAARR – Na sua gestão quais eram as prioridades e como foram concretizadas? Faltou algo que gostaria de ter feito, mas não foi possível?

Em nossa gestão primamos para fazer com que todas as Caixas tivessem sede, e que estas pudessem oferecer serviços médicos, odontológico e de lazer.

 

CAARR – Na sua visão, no campo assistencial ou social, quais os desafios que a advocacia enfrenta ou precisará enfrentar? E como a CAA poderá ajudar?

Face a falência na saúde, a  qual o país atravessa. Vejo que é indispensável a preocupação específica com esta. Assim entendo que os dirigentes das Caixas de Assistência têm que ter em mente/foco na saúde em 60% de seus projetos, os demais na Assistência Social e no lazer.

 

CAARR – Qual a preocupação com o futuro da profissão, considerando a inteligência artificial, o mercado de trabalho e o grande número de cursos de formação superior em Direito?

Esta preocupação atinge quase todas as categorias. O Advogado focado, diligente saberá enfrentar estas dificuldades. O Estado de Israel sem água regou o deserto, lá foi criado o pen-drive. O Japão destruído após II Guerra mundial se tornou uma potência. Ou seja, criação, reinvenção, dedicação tem que ser as palavras de Ordem. Temos que estar pronto para aprender e reaprender.

 

CAARR – Qual a sua mensagem para a advocacia sobre o papel e a importância  das CAAs?

O Conselho Federal da Ordem, se preocupa com o exercício da advocacia e de suas prerrogativas, além de ser a maior representante da sociedade Civil, as Caixas devem estar focadas na saúde, na Assistência e no lazer do advogado.

CAARR – Demais comentários que deseja acrescentar:

A Caixa é o braço solidário da Ordem. Os “Caixistas”, devem buscar maior participação nas diretrizes do FIDA, bem como, fiscalizar melhor os investimentos concedidos, sendo necessário foco na saúde, na ordem de 60% e o demais na Assistência e no lazer.

Colocar fim e, conscientizar a todos dirigentes que chegam, que os planos de saúde criados por algumas Caixas, criaram grandes dívidas junto a ANS. Caixa deve prestar serviços médicos aos advogados, com ou sem contra-partida. Jamais criar plano de saúde.